Diário de um Recém-ateu

16 de fevereiro

Hoje saí correndo da enfermaria, deixei a trupe de filósofos e terapeutas do meu inconsciente/consciente (no momento, formado por Schopenhauer, Nietzsche e Freud) comandar e fui para o carnaval da creche das meninas.

O melhor foi pular com elas e depois correr para a areia, de pés descalços.
Sempre o Lacan…
Estava com minha mulher, estávamos bem. Ela estava feliz, sentindo-se bem, curtindo. Valeu ter esquecido o hospital e os pacientes. Bem, depois de chegar em casa não me controlei e ainda liguei para a enfermaria e para a Jubya, a pediatra da neurocirurgia, sob o olhar reprovador de Freud, Nietzsche e Schopenhauer.

Bem, algum dia chego lá.
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Torna-te quem tu és.
– Nietzsche

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Continuo com o pensamento assombrado pela aniquilação da morte. Uma revista popular trouxe uma reportagem sobre pensamento mágico. Diz que os homens que sobreviveram à idade do gelo foram apenas os que desenvolveram fé e religião. Religare – a comunicação não com um deus, mas consigo mesmo. Então, meu “anjinho” é um neandertal temente a seus deuses e respeitador dos antepassados. E ele está zangado!

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Amamos mais o desejo do que o ser desejado.
– Nietzsche

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Saint Patrick – Triad

Tabhair dom ghrása,
Fíormhac Dé.
Tabhair dom do neartsa,
An ghrair  gheal glé.

(Dê-me o seu amor,
Filho verdadeiro de Deus.
Dê-me a força,
O claro Sol brilhante)

– Autoria desconhecida, gravado por Eithne Patricia Ní Bhraonáin (Enya)

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